segunda-feira, 25 de junho de 2012

Novo Código de Defesa do Consumidor e velhas práticas comerciais


Mesmo considerando o princípio da boa-fé, é impossível deixar de atribuir velhas práticas infrativas à lacuna deixada pela ausência de rigorosa fiscalização da legislação de defesa do consumidor em vigor.
Em Campina Grande, tome-se como exemplo, o mercado instalado no Parque do Povo durante o mês de junho, quando acontece o Maior São João do Mundo, onde a maioria dos comerciantes ignora a existência de legislações de defesa do consumidor.
Os ilícitos são os mais variados, mas os principais problemas são a carência de informação adequada e a cobrança indevida. A falta de tabelas informativas nas entradas dos estabelecimentos, avisando sobre os produtos e preços disponíveis (Decreto 5903/2006: art. 7o. (...) § 1o  A relação de preços de produtos ou serviços expostos à venda deve ter sua face principal voltada ao consumidor, de forma a garantir a pronta visualização do preço, independentemente de solicitação do consumidor ou intervenção do comerciante. § 2o  A relação de preços deverá ser também afixada, externamente, nas entradas de restaurantes, bares, casas noturnas e similares) e as cobranças abusivas como a exigência de taxa de 10% do garçom, a taxa de consumação mínima, o pagamento antecipado por estacionamento sem garantia de segurança do serviço e o acréscimo para pagamento com cartão de crédito, etc (Lei 8078/1990: Art. 39 É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (...) V. exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva) são práticas que revelam que a maioria dos comerciantes ainda não despertou para a necessidade de respeitar a lei como forma de equilibrar as relações de consumo.
É inquietante. Por isso, é preciso agir. É preciso fiscalizar. É preciso cobrar ações mais enérgicas para proteger o vulnerável consumidor. É preciso preparar agentes técnicos e fiscais, mas, sobretudo, é preciso equipar e dotar nossos Órgãos de Defesa de mais autonomia. Ao consumidor, não interessa Órgãos inoperantes.

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