Planejamento e cortes de gastos desnecessários são essenciais
para garantir estabilidade financeira e evitar endividamento durante o
ano
Chega o mês de janeiro e as despesas aumentam significativamente.
Gastos com o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos), IPTU
(Imposto Predial Territorial Urbano), despesas com viagens de férias,
matrícula e material escolar dos filhos chegam logo após o período de
festas, testando a capacidade dos consumidores na administração das
finanças.
Além do planejamento, essencial nessa época do ano, são necessárias
outras práticas que possibilitam uma administração saudável do
orçamento. Entre elas, está a de realizar o máximo possível de compras à
vista, evitando parcelamentos, pesquisar e pedir descontos sempre e, se
for necessário parcelar, estar atento às taxas de juros - além do valor
das parcelas. Também é válido procurar poupar pelo menos 10% do
salário, para que haja uma reserva para possíveis imprevistos.
Gerencie as dívidas
O primeiro passo para uma melhor administração das finanças no início
do ano é contabilizar tudo o que é gasto durante o mês, juntamente com
sua renda ou a renda total da família. Após essa organização, é hora de
verificar qual a melhor alternativa para pagar cada uma das contas. Vale
lembrar que o uso do 13º salário para quitar as dívidas também é uma
boa opção.
Procure priorizar as contas com datas de vencimento mais próximas e
também as que cobram juros muito altos - como cartão de crédito e cheque
especial. Além das contas extras do primeiro mês do ano, as contas de
despesas essenciais, como água, luz, telefone e transportes se mantêm e é
bom não esquecer delas! Para isso, uma lista pode ser a solução.
O Idec elaborou uma planilha na qual podem ser registradas as suas principais despesas, ajudando na organização de suas finanças.
Atenção ao orçamento
Colocar na ponta do lápis todos os ganhos e gastos é importantíssimo,
assim como a prática de priorizar o pagamento de contas de acordo com a
data de vencimento e as que cobram juros muito altos em casos de atraso.
Além disso, fique de olho nos gastos desnecessários, responsáveis por
desviar grande parte do orçamento.
Para quem possui filhos em idade escolar, existe também a preocupação com a matrícula e o material escolar . Como
muitas escolas não dão a opção de parcelar a matrícula, a opção do
consumidor é estar atento às exigências feitas pelas escolas, pois não é
raro haver abusos.
Primeiramente, a pesquisa de preços é essencial para que não hajam
gastos desnecessários. Compare marcas e estabelecimentos e fique atento,
principalmente, aos preços dos livros didáticos, que costumam pesar
mais no bolso. Nesse caso, prefira comprá-los diretamente da editora.
Outra boa sugestão é não levar os filhos na hora das compras, pois eles
podem querer materiais com estampas de personagens licenciados, que
acabam saindo muito mais caros.
Para tentar economizar um pouco mais, uma boa dica é reunir um grupo de
pais e comprar o material em papelarias que vendem em atacado. O Idec
ainda alerta que as escolas não podem exigir materias de limpeza ou de
higiene pessoal nas listas, nem de uma marca específica, e muito menos
obrigar que a compra do material seja feita em determinada loja.
Quanto à matrícula, muitas escolas a cobram como uma 13º parcela. O
Idec considera a prática abusiva, pois a taxa já deveria estar incluída
no valor da semestralidade ou anuidade, e diluída nas parcelas durante o
ano ou semestre.
Fonte: Idec
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